A empresa cresceu. Eu cheguei a 160 kg.
A empresa cresceu. Mas o empresário estava desaparecendo no processo.
Neste episódio do Continue Jogando, recebo Fábio Ieger, empreendedor que começou a trabalhar aos seis anos vendendo picolé no bairro e construiu uma trajetória passando por tecnologia, software, gestão, empresas, sociedades, quebra e reconstrução.
Ao longo da carreira, Fábio implantou sistemas em milhares de empresas, construiu negócios, vendeu uma companhia e viveu também o outro lado do empreendedorismo: perder um grande cliente, ficar sem caixa, vender o próprio carro para pagar funcionários e chegar perto de perder a casa.
Mas a parte mais difícil da história não aconteceu no CNPJ.
Aconteceu na pessoa.
Fábio chegou a mais de 160 kg, deixou aniversários da esposa, das filhas e dele próprio em segundo plano e admite:
“Eu fui consumido pela empresa.”
Em 2024, o acúmulo de pressão, problemas societários e questões de saúde o levou ao momento mais difícil de sua vida. Depois disso, precisou sair da operação, procurar tratamento e reconstruir primeiro o Fábio para depois pensar novamente no empreendedor.
Nesta conversa falamos sobre:
o preço real de escalar uma empresa; saúde física e mental do empreendedor; concentração de receita em poucos clientes; sociedade e acordo de acionistas; o que acontece quando sócios deixam de estar alinhados; caixa, risco e sobrevivência; como Fábio reconstruiu a própria saúde; e o que ele faria diferente se tivesse que começar novamente.
Uma das frases que resume bem o episódio é:
“Se o cliente espirrar, você morre.”
Porque crescimento sem estrutura pode parecer sucesso — até o dia em que alguma coisa sai do lugar.
Esse não é um episódio sobre como parecer bem-sucedido.
É sobre continuar vivo, continuar saudável e continuar jogando.
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